Possiamo affermare senza dubbio che Ronaldo Fraga è lo stilista brasiliano per eccellenza. Nato a Belo-Horizonte, Minas Gerais, Brasilesi è laureato in Moda all’Università Federale di Minas Gerais (UFMG), ha proseguito i suoi studi alla Parsons School of Design a New York e anche alla prestigiosissima Central Saint Martins di Londra; nel 2014 è stato selezionato per il Design Museum di Londra come uno dei sette stilisti più innovatori del mondo e per l’Expo Designs of the Year 2014, al quale hanno partecipato anche Miuccia Prada, Rick Owens e Raf Simons.

Nonostante le sue referenze straniere, Fraga si caratterizza per un stile brasiliano molto marcato e le sue collezioni si ispirano all’estetica nazionale anche se i temi sono globali. Per la sua ultima collezione, intitolata Re-esistenza, affronta un tema oggi veramente cruciale: quello dei rifugiati. Gli abiti sono un mezzo  per comunicare questo messaggio. Un mezzo che simboleggia l’unico patrimonio che tante persone fuggite dai loro Paesi d’origine portano con se, quando si mettono in viaggio indossando i soli indumenti che hanno a disposizione. C’è un legame tra di loro e la loro cultura” afferma Ronaldo Fraga, che vuole, con questa collezionecriticare l’indifferenza, non soltanto dei Paesi europeima anche l’intolleranza verso le diversità nello stesso Brasile. “Stiamo vivendo un momento di grande intolleranza qui e in tutto il resto del mondo.” 

Fonte: ©Agência Fotosite

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Il “fashion show”, che prende come modello d’ispirazione i rifugiati, appunto, porta sulla passerella anche cinque di loro, in carne ed ossa, per completare il cast: due provenienti dalla Siria, una dal Congo, un altro del Senegal e uno della Palestina.

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Rifugiato senegalese che ha aperto lo show. Fonte: ©Agência Fotosite

Il make up di questo “fashion show” ha valorizzato una pelle limpida, vera e illuminata, mentre, per quanto riguarda l’hair style, per le acconciature delle modelle sono stati presi come fonte d’ispirazione i capelli intrecciati dei profughi originari del Mozambico accolti in Portogallo.

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Nonostante l’evidente ispirazione d’origine africana, Fraga ha voluto sottolineare:“Questa non è una sfilata africana”. L’intento dello stilista, infatti, era quello di mescolare diverse tradizioni culturali per la realizzazione degli abiti, come le strisce degli abiti tipici sirianiche sono state realizzate con strisce di elastico coloratoinsieme alle tradizioni culturali africane, come gli effetti della pittura sul corpo. I materiali utilizzati nel “fashion show” sono stati: cotone, lino, garza, organza, tulle, paillettes, applicazioni di fiori  e di seta.

Fonte: ©Agência Fotosite

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Per maggiri informazioni: http://ffw.com.br/noticias/moda/ronaldo-fraga-homenageia-refugiados-e-africanos-em-desfile-contra-a-intolerancia-geral/

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Testo tradotto in Portoghese/Texto traduzido em Português:

Podemos dizer que Ronaldo Fraga é o estilista propriamente brasileiro. Formado em estilismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pós-graduado pela Parsons School of Design de Nova York e também pela conceituadíssima Central Saint Martins de Londres, em 2014 foi selecionado pelo Design Museum de Londres como um dos sete estilistas mais inovadores do mundo para a exposição Designs of the Year 2014, da qual também participaram Miuccia Prada, Rick Owens e Raf Simons.

Apesar das referências estrangeiras, Fraga possui um olhar brasileiro acentuadíssimo, e suas coleções carregam uma estética bem brasileira mesmo que os temas sejam globais. Para esta coleção, intitulada Re-existência o estilista se volta à uma questão mundial, a dos refugiados. As roupas são um meio de comunicar toda essa mensagem, da mesma maneira que simbolizam a única herança que muitas das pessoas fugidas de seus países carregam, embarcando em viagens de barco levando apenas a roupa do corpo. “Há um elo entre a cultura deles e suas roupas”, diz Ronaldo Fraga, que quer, nesta coleção, criticar a intolerância, não só dos países europeus que querem virar as costas para refugiados e imigrantes, mas para a intolerância das diferenças, incluindo a do Brasil. “Vivemos um momento de muita intolerância aqui e em todo o mundo. ”

O desfile, que buscou inspiração nas questões dos refugiados, também trouxe cinco deles para compor o casting, dois sírios, uma congolesa, um senegalês (que abriu o desfile) e um palestino. A beleza do desfile focou na naturalidade, uma pele verdadeira e luminosa, em contraponto aos cabelos, estes inspirados nos cabelos trançados das moçambicanas refugiadas em Portugal.

No entanto, Fraga afirma “Este não é um desfile africano”. Apesar da referência principal vir da África, o estilista propõe a mistura de outras referências culturais por meio das roupas, como a padronagem listrada das roupas sírias, que foi reinterpretada por meio de listras feitas de elástico colorido, junto com referências africanas como o efeito da pintura corporal. Os materiais utilizados no desfile foram: algodão, linho, gaze, organza, tule, paetês, aplicações de flores e de seda.

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