Viale Paulista, São Paulo

Con un una parola si può definire questa città nella sua interezza: ibridazione.

Nazione formata dal miscuglio di portoghesi, neri, indiani (nativi della nostra terra), giapponesi, africani e tanti altri italiani che sono venuti in questo Paese, alcuni fuggiti del caos delle guerre, altri con la promessa di una vita migliore e purtroppo tanti altri che sono stati ridotti in schiavitù. Insieme a loro, è venuta anche la loro cultura, le loro usanze, credenze e la loro determinazione. Con loro è anche venuta la voglia di reinvertarsi, essere pronti a riiniziare nuova vita e il desiderio che quest’ultima fosse meglio di quella che loro hanno lasciato dietro di sé.

Così nasceva São Paulo , 462 anni fa, officialmente il 25 Gennaio, formata da una mescolanza culturale ed etnica di dimensioni mondiali.

Questo immenso melting-pot (credo questo sia il nostro tratto pìu distintivo) è quello che ci rende “paulistani”. Ci fornisce una serie di caratteristiche tali da renderci subito riconoscibili in mezzo agli altri. São Paulo è il caos urbano nella sua pìu bella manifestazione: giungla di pietra, costruita dalle mani degli immigrati, che qui hanno trovato la loro terra;  terra che considerano sacra e per la quale nutrono un amore immenso. Per vedere questa relazione con la città, basta recarsi nei quartieri Bixiga o Liberdade, per esempio.

Vista del quartiere Bixiga

Quartiere italiano, il Bixiga | Foto di Flávia Cardoso

Piazza Dom Orione, nel quartiere Bixiga

Nel primo, quartieri degli immigrati italiani, facilmente troviamo le tradizionali trattorie, con le sue sempre tradizionali pizza e pasta. Si può osservare ancora il “nonno” seduto sul marciapiede, che è attento al movimento della strada e allo scorrere del tempo. Il secondo, invece, quartiere fondato dai giapponesi, è interamente illuminato dai lampioni tipici del Giappone e, in un angolo un po’ nascosto, si trova un piccolo ristorante dove si può mangiare come a Tokyo negli anni ’40.

Via nel quartiere Liberdade. Fonte: Instagram Museu di Arte di São Paulo

Come abitante e parte di questo ibrido caos, credo fedelmente che Il nostro fascino risieda proprio in questo: la mescolanza così intensa di tratti e culture diverse che danno vita a un popolo felice, adattabile a qualsiasi situazione e aperto al cambiamento, anche se persistono comunque tante tradizioni saldamente piantate sul territorio.

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Centro di São Paulo

Camminando per il Viale Paulista, cuore economico e culturale di São Paulo, si vede di tutto. Osservare la folla che passa senza sosta per i marciapiedi permette di rendersi conto della perenne e inarrestabile vita della maggiore metropoli brasiliana: persone di fretta in entrambi i sensi di marcia, sempre in ritardo per i loro lavori o affari personali, e anche gli artisti di strada, che vendono i loro prodotti artigianali o suonano. Per qualche attimo, il continuo via-vai sembra magicamente fermarsi per far spazio all’arte e ai momenti di svago: sia nelle vie che all’interno dei nostri innumerevoli teatri o nei bar dove la vita notturna si consuma. L’uomo “paulista” si ferma per l’Arte, la quale qui è vissuta con molto fervore.

Domenica sul Viale Paulista, quando è chiuso per le macchine.

Non abbiamo gioielli architettonici, edifici secolari o un’estetica urbana che segua una precisa e uniforme linea di pensiero; qui si costruisce quel che si può, dove si può e nel modo pìu pratico possibile. E così, si è formato lo skyline della città, fatto di edifici enormi accanto a piccolissime case. Tuttavia, la mancanza di uni stile di riferimento urbanistico, che, ad esempio, possedevano i romani, non costituisce, in realtà, un vero problema. L’Arte, qui, si manifesta nella poesia di ogni giorno, che mescola gli attimi fugaci agli spasmi di bellezza.

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Tramonto nel Centro di São Paulo

Quando si fa un giro nella “città grigia”, come viene chiamata di solito, alcuni luoghi non si possono dimenticare. Como abbiamo già detto, il Viale Paulista è la spina dorsale di São Paulo, e il suo ritmo è inebriante e travolgente, attivo 24 ore al giorno, sette giorni su sette. Troviamo, nella sua estensione di 3 km quadrati, diversi centri culturali e musei, fra cui il piu famoso, il MASP, Museu di Arte di São Paulo, che fu costruito nel 1968 dall’archietetta italo-brasiliana Lina Bo Bardi. L’ingresso del museo è stupendo e provoca l’invidia di qualsiasi altro Paese del Sud America; la sua architettura presenta un linguaggio moderno e attira l’attenzione di qualche passante, per la sua imponenza rispetto agli edifici circostanti.

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Museu di Arte di São Paulo

Ancora lì vicino, incontriamo la via Augusta, punto d’incontro per gli amanti della sera e dei suoi misteri. Nella via, piena di bar e clubs, sicuramente puoi trovare il posto adatto per te e troverai tante sorprese e storie da raccontare.

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Vista panoramica dall’Edificio Itália

A São Paulo abbiamo di tutto e, come tutte le metropoli del mondo, siamo sempre pronti a nuove avventure. Qui, incontriamo, in ogni posto, una storia, un racconto diverso, un luogo illuminato dal sole rovente, dove chi vuole può essere felice, se è in grado di vedere la bellezza nella semplicità della vita.

 

Tutte le foto sono state scattate da Flávia Cardoso.


Artigo traduzido em Português/ Articolo tradotto in Portoghese:

Com uma palavra pode-se definir esta cidade em sua totalidade: hibridação.

Nação formada pela mistura de portugueses, negros, índios, japoneses, africanos e também muitos italianos que vieram para essa terra, alguns fugindo do caos das guerras, outros com uma promessa de uma vida melhor e outros tantos escravizados. Com eles, vieram também suas culturas, suas maneiras, suas crenças e determinações. Com eles, veio também a vontade de se reinventar, estar aberto para um recomeço de uma vida nova e o desejo de que essa fosse melhor da que deixaram para trás.

Assim nasceu São Paulo, há 462 anos, oficialmente no dia 25 de Janeiro.

Essa imensa mistura (acredito que seja nossa característica mais forte) é o que nos faz paulistano. A mistura nos proporciona um balanceamento de características que se vê de longe. São Paulo é o caos urbano em sua mais bela demonstração: selva de pedra, construída pelas mãos dos imigrantes, que fizeram aqui seu chão, sua terra, que a consideram sagrada e pela qual têm muito apreço e amor.
Para ver essa relação com a cidade, basta andarmos aos bairros do Bixiga ou da Liberdade, por exemplo.
O primeiro, recanto dos imigrantes italianos, nós encontramos as tão tradicionais trattorias, com suas também tradicionais massas e pizzas. Ainda se vê o nonno na calçada, que se atenda ao movimento da rua e do passar do tempo.
Já no segundo, o bairro fundado pelos japoneses, é iluminado pelas luzes características do Japão. Em um canto não tão evidente, encontramos um pequeno restaurante onde se poderia comer como em Tokyo dos anos 40.

Como habitante e parte deste hibrido caos, creio fielmente que o charme de São Paulo está aí: na mistura tão imensa de visualidades e culturas que formam um povo alegre, receptivo a qualquer tipo de situação e aberto à mudanças apesar das inúmeras tradições aqui instaladas.

Andando pela Avenida Paulista, coração econômico e cultural de São Paulo, se vê de tudo. Atentar os olhos à multidão que passa sem parar por sua larga calçada é abrir os olhos para a constante e irrefreável vida da maior metrópole brasileira. Correria em ambas as vias, pessoas (sempre) atrasadas para seus trabalhos ou compromissos e também os artistas de rua, que vendem seus artesanatos ou fazem sua música. Em alguns momentos a eterna correria cessa para que a arte aconteça: seja nas ruas, em nossos inumeráveis teatros ou nos bares onde a vida noturna se consuma. O paulista para pra Arte, e essa é vivida aqui com muito afinco.

Não possuímos joias arquitetônicas, construções centenárias ou  uma estética urbana que siga uma linha de pensamento; aqui, ao contrário, se constrói o que se pode, aonde se pode da maneira que for mais viável possível. E assim, se formou o horizonte da cidade, feito de altos e baixos. No entanto, a falta dessa referência urbanística, como teriam os romanos, por exemplo, não se configura um problema. A Arte aqui se manifesta em diversos outros aspectos, na poesia do dia a dia, que mistura a correria e os espasmos de beleza.

 

Ao visitar a cidade cinza, como às vezes a chamamos, alguns lugares não podem ser esquecidos. Como já citei antes, a Avenida Paulista é a espinha dorsal de São Paulo, com seu ritmo inebriante e incansável, que se mantêm conectado 24h por dia, sete dias por semana.

Nela, encontramos diversos centros culturais e museus, sendo o mais famoso o MASP, Museu de Arte de São Paulo, construído em 1968 pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi. O acervo do MASP é estupendo e causa inveja a qualquer outro da América do Sul. Sua arquitetura apresenta uma linguagem modernista e chama a atenção de qualquer pessoa que passe por ali.

 

Ali perto nos deparamos com a Rua Augusta, ponto de encontro para os amantes da noite e de seus mistérios. A rua, repleta de bares e baladas, é garantia para quem espera surpresas e histórias para contar.

EmSão Paulo temos de tudo, e como uma das maiores metrópoles do mundo estamos sempre dispostos a uma nova aventura. Nela, encontramos em cada canto uma história, um lugar iluminado aonde alguém, seja ele quem for, está disposto a ser feliz e ver a beleza na vida.

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